O juiz indeferiu o pedido de oitiva de testemunhas apresentado pela assistência de acusação, caso o Ministério Público não desista de parte das testemunhas já indicadas, respeitando o limite legal previsto para a fase de preparação do julgamento. A decisão também determina a atualização dos antecedentes criminais do réu e a ciência das partes sobre os documentos juntados ao processo.
Bruna Meireles Corrêa, de 32 anos, foi morta com um tiro na cabeça na noite de 12 de março de 2025, em Belém. O policial militar Wladson Luan Monteiro Borges foi preso como principal suspeito, conforme informou a Polícia Militar à época.
O crime ocorreu dentro de um carro, após um desentendimento entre o casal. Depois do disparo, o próprio policial levou Bruna ao Pronto-Socorro Municipal da travessa 14 de Março, no bairro do Umarizal. No entanto, a jovem já chegou morta ao local.
O veículo apresentava marcas de tiros e tinha o vidro do lado do passageiro destruído. O disparo atingiu o lado esquerdo da cabeça de Bruna. Inicialmente, o policial teria alegado que o casal havia sido vítima de um assalto. Posteriormente, ele afirmou que houve uma discussão entre os dois, que teria começado no bairro da Pedreira.
Wladson era cabo da Polícia Militar e atuava no Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam). Após a ocorrência, equipes da Polícia Militar e da Corregedoria da corporação estiveram no pronto-socorro. O suspeito foi conduzido à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), no bairro do Marco.
Bruna era natural de Colares, no nordeste paraense, e morava havia sete anos em Belém com o padrinho. Ela estudava Nutrição.