A adolescente Valentina Irene Alves Pereira, de 15 anos, que estava desaparecida há oito dias, foi encontrada morta na última terça-feira (01), em Marabá. O corpo foi localizado em uma cova rasa no interior de uma área de mata nos fundos do Residencial Tiradentes, juntamente com outro corpo de um homem identificado como René.
A estudante da Escola Acy Barros Valentina estava desaparecida desde o dia 25 de agosto. Desde o registro do desaparecimento, equipes da Polícia Civil realizavam buscas e levantamentos para tentar localizá-la.
O corpo foi encontrado após que a Polícia Civil chegar a três suspeitos de envolvimento no caso: Adriele Vitória Silva dos Santos, Leonarda Sousa Silva, conhecida pelo apelido de Léo, e Jonas Mikael da Silva Rocha. Adriele e Jonas são um casal. Duas prisões foram cumpridas por meio de mandados judiciais, enquanto Jonas foi detido em flagrante.
A Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de Adriele e Jonas. Após as diligências, o casal teria indicado aos investigadores o local onde os corpos estavam. Após novas buscas, a equipe chegou à área de mata nos fundos do Residencial Tiradentes, onde localizou uma cova rasa e acionou a perícia médico-legal.
A confirmação oficial da identidade das vítimas e as circunstâncias das mortes dependem da conclusão dos exames periciais e do avanço das investigações.
Jonas Mikael da Silva Rocha foi preso em flagrante. Ele foi detido por suspeita de ocultação de cadáver, sem prejuízo de outras acusações que possam surgir durante o inquérito.
De acordo com o portal Correio de Carajás, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a morte de Valentina tenha relação com uma organização criminosa. Também é investigada a possibilidade de que a adolescente tenha sido submetida ao chamado 'tribunal do crime'.
A possibilidade de envolvimento de uma facção criminosa permanece como uma linha de investigação e deverá ser esclarecida a partir dos depoimentos, dos laudos periciais e de outros elementos reunidos no inquérito.
A apuração mobilizou equipes da Polícia Civil desde o desaparecimento da adolescente e contou com a atuação de delegados e da Superintendência Regional. A corporação deverá divulgar novas informações sobre o caso à medida que os procedimentos forem concluídos.
Uma equipe de perícia foi encaminhada à área de mata para realizar o trabalho técnico e recolher elementos que possam ajudar a esclarecer como ocorreram as mortes. Os exames também deverão contribuir para a identificação formal dos corpos e para a definição das causas das mortes.
Os três detidos permanecem à disposição da Justiça. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre a eventual participação individual de cada suspeito na morte das vítimas. A Polícia Civil ainda deverá ouvir os envolvidos e outras pessoas que possam contribuir para o esclarecimento do caso.
A expectativa é que novos esclarecimentos sejam apresentados pela polícia após a análise do material recolhido e a conclusão das primeiras diligências.