Brasil contabiliza sete casos de hantavírus e liga sinal de alerta
os sete casos confirmados passaram por testes laboratoriais
Por Administrador
Publicado em 10/05/2026 19:23
Politica

O Ministério da Saúde confirmou o registro de sete casos de hantavírus no Brasil em 2026, incluindo dois diagnósticos recentes no Paraná, nos municípios de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa. Embora um surto no Pacífico, registrado em um cruzeiro internacional, tenha despertado preocupação global após cinco mortes, as autoridades destacam que as cepas brasileiras não apresentam transmissão entre humanos, mantendo o risco de uma pandemia em nível baixo.

 

O alerta nacional foi reforçado por causa desses registros, mas não há relação com o genótipo Andes, variante associada ao surto no navio que navega pelo Oceano Pacífico. Essa cepa, encontrada principalmente em países da América do Sul, tem casos isolados de transmissão entre pessoas em situações de contato próximo e prolongado, mas não faz parte do perfil epidemiológico observado no Brasil.

 

Conforme boletim divulgado em 9 de maio pelo Governo Federal, todos os sete casos confirmados passaram por testes laboratoriais que detectaram infecção pelo vírus. No Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) detalhou que outros 11 casos permanecem em investigação e 21 foram descar­­tados até o momento. As pessoas infectadas são residentes das regiões de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa, ambas com histórico de exposição ao ambiente rural.

 

Até agora, o Brasil identificou cinco genótipos diferentes de Orthohantavirus em roedores silvestres e humanos. Em nenhuma das ocorrências humanas há comprovação de contágio direto de pessoa para pessoa, o que reduz o potencial de propagação e reforça o foco no controle das populações de roedores e na orientação à comunidade sobre medidas preventivas.

 

O hantavírus é transmitido principalmente por meio da inalação de partículas presentes na urina, saliva ou fezes de roedores infectados. Os sintomas iniciais incluem febre alta, dores musculares intensas, fadiga extrema, náuseas e falta de ar. Em muitos casos, esses sinais são confundidos com outras infecções respiratórias, o que pode atrasar o diagnóstico correto.

 

Nos estágios mais graves, a infecção pode evoluir para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), condição que compromete o funcionamento dos pulmões e do coração e requer atendimento de suporte intensivo. As autoridades de saúde recomendam manter ambientes domiciliares e de trabalho sempre limpos, vedar frestas que possam abrigar roedores e utilizar equipamentos de proteção ao manipular áreas potencialmente contaminadas.

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