O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deu início, nesta terça-feira (29/9), à Operação Sanakay com o objetivo de recuperar valores e bens de crimes de estelionato cometidos por uma quadrilha acusada de aplicar golpes de pirâmide financeira em membros de sua própria comunidade. Durante a operação, um helicóptero Robinson R66, avaliado em mais de R$ 10 milhões, foi confiscado.
A Justiça emitiu 13 mandados de busca e apreensão direcionados aos líderes do grupo em São Paulo, na região metropolitana e em São José dos Campos, além do Rio de Janeiro. Além do helicóptero, veículos, eletrônicos e outros bens foram apreendidos.
A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Recuperação Patrimonial (GAEPP) do MPSP, em colaboração com as polícias Civil e Militar, através do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) e das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).
Os promotores do MPSP descobriram que os suspeitos simulavam investimentos em ouro, prometendo altos retornos com a compra e venda do minério no mercado internacional.
As vítimas, que podem chegar a 2 mil, e os investigados pertencem a uma mesma comunidade étnica, cujo nome não foi divulgado. A quadrilha teria obtido autorização interna para promover e vender cotas do investimento entre seus membros, que formam um grupo relativamente fechado e numeroso no país.
Durante as investigações, foi revelado que diversas vítimas se desfizeram de bens pessoais e outros investimentos para participar do negócio, motivadas por promessas de altos retornos.
As apurações mostraram que o grupo, ao invés de investir o dinheiro em ouro, utilizava os recursos para adquirir bens de luxo e manter parte do capital aplicado para sustentar o golpe e atrair mais vítimas.
Estimativas do MPSP sugerem que o lucro dos investigados pode ter alcançado R$ 1 bilhão, com relatórios financeiros indicando movimentações de cerca de R$ 500 milhões.
Em abril deste ano, a Justiça impôs medidas contra 137 pessoas físicas e 32 jurídicas ligadas ao grupo. Na ocasião, 52 imóveis, além de veículos e saldos em contas bancárias, foram alvo de sanções.
Em agosto, novas sanções foram decretadas, resultando no sequestro de mais de R$ 162 milhões em bens e valores, atingindo os beneficiários finais dos crimes.
Fonte: BossaNews-Brasil