O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) decidiu manter a prisão preventiva do prefeito de Turilândia, Paulo Curió, e da primeira-dama, Eva Curió. A medida ocorre após um intenso impasse institucional envolvendo a cúpula do Ministério Público estadual e promotores de investigação.
A desembargadora Graça Amorim, da 3ª Câmara Criminal, negou o pedido de soltura feito pelo próprio procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira. O magistrado havia se manifestado favoravelmente à liberdade dos presos, contrariando o entendimento técnico dos investigadores originais.
A postura do procurador-geral provocou uma crise no Ministério Público, resultando no pedido de exoneração coletiva de dez promotores do Gaeco. Os investigadores afirmaram que a tentativa de soltura enfraquece o combate ao crime organizado e compromete a credibilidade das apurações.
A Operação Tântalo II apura o desvio de 56 milhões de reais e resultou na prisão de secretários, contadores e da ex-vice-prefeita do município. Todos os suspeitos permanecem no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, com exceção de uma pregoeira que obteve prisão domiciliar para tratamento médico.
O Ministério Público nomeou uma nova coordenação para o Gaeco para dar continuidade aos trabalhos após a saída dos promotores. A defesa dos acusados não se manifestou sobre a decisão, e o processo segue em segredo de justiça para novas etapas de coleta de provas.