Vorcaro teria relatado que o ministro articulou uma reunião com a Petros, fundação de previdência dos funcionários da Petrobras. Os nomes de Olavo Noleto e de um operador identificado como Júlio também foram mencionados nos relatos divulgados. A reportagem da Veja trouxe ainda um áudio atribuído a Vorcaro no qual ele teria mencionado o financiamento do documentário Lula, dirigido pelo cineasta Oliver Stone.
Segundo os relatos publicados, o suposto repasse para a produção teria sido de R$ 30 milhões em espécie. Na gravação, o ex-banqueiro teria afirmado: “O do Lula foi por fora, foi errado”.
Apesar da repercussão, a Procuradoria-Geral da República (PGR) teria rejeitado o relato relacionado às acusações por considerar que não havia provas suficientes para sustentá-lo. Além disso, a Polícia Federal (PF) informou não ter recebido depoimentos ou documentos com o conteúdo divulgado pela revista.
Alexandre Padilha negou ter defendido interesses do Banco Master e afirmou ter acionado a Justiça para solicitar direito de resposta.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a assessoria do partido também contestaram as acusações, atribuindo à reportagem motivações eleitorais. Até o momento, as informações divulgadas não comprovam a ocorrência dos supostos pagamentos de propina. As alegações seguem contestadas, e os relatos atribuídos a Vorcaro precisam ser analisados à luz de elementos que possam confirmar ou refutar as acusações.