Eleitos para representar o Maranhão no Senado a partir de 2027, André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo) seguirão caminhos diferentes no segundo turno da eleição presidencial. Fufuca declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto Lahesio afirmou que fará campanha por Flávio Bolsonaro (PL).
A divisão ocorre depois de os dois terem compartilhado o mesmo projeto político na disputa estadual. Fufuca e Lahesio integraram a chapa do governador eleito Eduardo Braide (PSD) e fizeram campanha conjunta pelas duas vagas destinadas ao Maranhão no Senado. Braide venceu a disputa pelo governo no primeiro turno.
A parceria entre os candidatos ao Senado foi explorada durante a campanha, inclusive com o bordão “Fufuca é Lahesio e Lahesio é Fufuca”. Os dois também participaram de ações eleitorais ao lado de Braide, que pediu votos para ambos.
Nas urnas, a estratégia terminou com a eleição dos dois candidatos. Fufuca recebeu 1.530.187 votos e terminou na primeira colocação, enquanto Lahesio conquistou 1.471.859 votos e ficou com a segunda vaga. Os dois tomarão posse no Senado em fevereiro de 2027 para mandatos de oito anos.
Apesar da aliança estadual, Fufuca e Lahesio mantiveram posições diferentes na disputa presidencial. Fufuca integrou o governo Lula como ministro do Esporte e já havia declarado apoio ao presidente durante o primeiro turno. Agora, afirmou que manterá o posicionamento e trabalhará pela candidatura petista na segunda etapa da eleição.
Lahesio, por sua vez, declarou apoio a Flávio Bolsonaro e afirmou que pretende percorrer o Maranhão em busca de votos para o candidato do PL. Durante a campanha estadual, o político do Novo já havia manifestado alinhamento com a candidatura presidencial de Flávio.
A composição da chapa de Braide reuniu, portanto, candidatos com posições distintas na disputa nacional. Ainda antes da eleição, o então candidato do PSD evitava vincular sua candidatura ao governo a um dos principais campos da corrida presidencial.
O segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro está marcado para 25 de outubro. No Maranhão, a campanha presidencial terá agora dois dos senadores recém-eleitos atuando em lados opostos, apesar da aliança que mantiveram na eleição estadual.