Weverton Rocha pede a Alcolumbre apuração sobre vazamento de dados apreendidos pela PF
O senador questiona divulgação de foto pessoal retirada de celular funcional
Por Administrador
Publicado em 11/08/2026 07:52
Politica

O senador Weverton Rocha (PDT – MA), vice-líder do governo, solicitou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP/0, que a Casa adote medidas para investigar vazamento de informações extraídas de seu celular funcional, apreendido pela Polícia Federal em dezembro do ano passado. O pedido foi encaminhado nesse fim de semana, após a divulgação de uma fotografia do parlamentar em uma piscina,ao lado de outros políticos.

 

A imagem, referente a um encontro realizado em abril de 2023, foi divulgada pela revista Piauí. O registro mostra Weverton ao lado de nomes como o ex-presidente da Câmara Arthur Lira, além de Elmar Nascimento, Alexandre Ramagem, Paulo Azi e Juscelino Filho, em uma propriedade do advogado Willer Tomaz. A fotografia fazia parte do material obtido pelos investigadores durante a apuração do caso.

 

No documento enviado a Alcolumbre, Weverton argumenta que a divulgação de fotografias e mensagens de caráter pessoal expõe parlamentares que não são alvos da investigação. Segundo o senador, o vazamento de conteúdo protegido por sigilo pode atingir direitos relacionados à intimidade e à presunção de inocência, além de levantar suspeitas sobre eventual uso seletivo de informações sob custódia das autoridades.

 

O parlamentar pediu que a Advocacia do Senado seja acionada para levar a questão ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), além da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Corregedoria da Polícia Federal. Weverton também solicitou a preservação de eventuais provas, informações ao Ministério da Justiça sobre medidas para impedir novos vazamentos e o conhecimento do caso pelas instâncias competentes do Senado.

 

Weverton Rocha é investigado desde o ano passado na Operação Sem Desconto, que apura fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na etapa mais recente da investigação, a PF passou a apurar uma possível estrutura de lavagem de dinheiro. Os investigadores suspeitam que empresas, sociedades patrimoniais e postos de combustíveis tenham sido utilizados para movimentar ou ocultar recursos relacionados ao esquema.

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