A operação para identificar os envolvidos na morte do sargento da Polícia Militar (PM), Antônio Anildo Alves, mais conhecido como sargento Alves, continuam nos municípios de Mãe do Rio e Ipixuna do Pará, na região Nordeste paraense. Duas mulheres, que teriam atuado no monitoramento da vítima, foram identificadas nesta quarta-feira (05).
Durante a operação, uma das suspeitas morreu em troca de tiros com os policiais e a outra foi presa.
Jhullie Wiliane Venâncio da Cunha foi presa e apresentada na Delegacia de Polícia de Mãe do Rio para os procedimentos legais. Segundo as investigações, Jhullie é suspeita de integrar a organização criminosa responsável pelo assassinato do militar. De acordo com os órgãos de segurança, a investigada teria pilotado a motocicleta que foi utilizada para monitorar os deslocamentos do sargento Alves antes da execução.
Já a segunda mulher, identificada Odivânia Lopes de Andrade, morreu durante diligências em Ipixuna do Pará. De acordo com a Polícia Militar, equipes da Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam), da 3ª Companhia Independente de Missões Especiais (Cime) e da cavalaria receberam informações de que Odivânia estaria escondida no município.
Durante a tentativa de abordagem, segundo a versão da polícia, a suspeita teria efetuado um disparo de arma de fogo contra as equipes e corrido para os fundos de um imóvel. Os policiais teriam reagido e atingiram a investigada. Odivânia chegou a ser socorrida e encaminhada para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com as investigações, Odivânia estava na garupa da moto observando os movimentos do sargento Alves e repassou informações em tempo real aos executores. A participação das duas investigadas ainda é apurada no inquérito.
Até o momento, sete pessoas morreram em confronto com equipes policiais durante as diligências voltadas à apuração do homicídio do sargento da reserva da Polícia Militar (PM) e e ex-comandante da Guarda Municipal de Mãe do Rio, Antônio Anildo Alves. Os corpos foram removidos, serão periciados e, posteriormente, liberados para as famílias.
Até o momento, uma adolescente foi apreendida e seis pessoas foram detidas.
Armas de fogo, munições e entorpecentes foram encontrados em posse dos suspeitos e serão periciados.
Equipes da Superintendência Regional da Zona Guajarina (Zona do Capim), Delegacia de Homicídios e Núcleo de Apoio à Inteligência (NAI) de Paragominas, além de agentes da Delegacia de Homicídios de Agentes Públicos e Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), de Belém, e Polícia Militar seguem em diligências para identificar novos suspeitos e apreender instrumentos utilizados no crime.