Sindicatos de policiais civis publicam notas de repúdio contra fala de Lula
O presidente Luiz In..cio Lula da Silva na reunião do Conselhão
Por Administrador
Publicado em 15/06/2026 21:07
Politica

O Sindicato dos Delegados de Polícia de Minas Gerais (Sindepominas) e o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil no Estado de Minas Gerais (Sindpol) publicaram, nas redes sociais, notas de repúdio a uma fala proferida pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, na última quarta-feira (10/6).

 

 

Durante o evento, o chefe do Executivo nacional disse que o cidadão brasileiro tem medo de entregar um celular roubado em delegacias por não saber com qual "tipo de policial" estará lidando.  

 

Na nota, veiculada no Instagram, o Sindepominas afirma considerar "inadmissível que a maior autoridade da República confie mais em quem rouba ou furta celular do que em um delegado da Polícia Civil". Ainda de acordo com a publicação, "o chefe do Executivo não só atropela a Constituição e as leis processuais penais, mas insinua de forma até irresponsável que um delegado não é confiável".

 

A nota prossegue: "ao repudiar essa orientação desprovida de lógica e totalmente desrespeitosa às carreiras da Polícia Civil, o Sindepominas faz um desagravo veemente em favor do delegados da Polícia Civil de Minas Gerais e em respeito a todos os delegados do Brasil".

 

Por sua vez, o Sindpol veiculou um vídeo, acompanhado de um texto: "quando uma autoridade pública faz uma declaração que coloca em dúvida a credibilidade das delegacias, não atinge apenas a instituição: atinge milhares de policiais civis que, diariamente, arriscam suas vidas para proteger a sociedade", afirma a publicação.

 

"Quem está na linha de frente do combate ao crime merece valorização, não desconfiança", conclui a entidade de representação de classe. 

 

Conselhão

Durante a reunião plenária, o presidente Lula recebeu o Relatório de Atividades Conselhão: 2023-2026,

 

que reúne as contribuições dos três anos e meio desde que o órgão foi reconstituído, em 2023. A cerimônia foi realizada em Brasília.

 

Também foram entregues ao chefe de Estado outros documentos provenientes do órgão, como o "Manual mulheres protegidas", elaborado como instrumento técnico e político para apoiar a Presidência, ministérios, estados, municípios, sistema de Justiça, segurança pública, assistência social, saúde, educação e organizações da sociedade civil no enfrentamento à violência contra as mulheres.

Fonte: Estado de Minas Gerais

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