Idoso mata o irmão a machadadas após desentendimento por poda de árvore
Machado cravado em toco de árvore na zona rural de Buriti, Mariánho, local onde irmãos se desentenderam durante poda
Por Administrador
Publicado em 09/05/2026 21:48
Politica

Um homem de 67 anos foi morto na manhã desta quinta-feira (07) após um desentendimento com o próprio irmão na localidade Areia dos Brancos, zona rural de Buriti, a 325 quilômetros de São Luís (MA). De acordo com relatos, a polêmica teve início durante trabalhos de poda de uma árvore em um terreno pertencente à família, quando a discussão escalou para um confronto violento.

 

A vítima foi identificada pela Polícia Civil como Manoel Alves de Sousa. Segundo as investigações iniciais, o atrito começou enquanto os irmãos podavam galhos e troncos. Em meio às divergências, Manoel teria sido atingido por vários golpes de machado, perdendo a vida ainda no local antes que qualquer socorro pudesse ser prestado.

 

O principal suspeito de ter desferido as machadadas é Antônio Alves de Sousa, de 58 anos, irmão da vítima. Durante a confusão, ele também sofreu ferimentos graves, ao ser golpeado com um facão. Testemunhas informaram que o facão era utilizado por Manoel no momento da poda, e que Antônio teria reagido ao ataque inicial.

 

Socorrido inicialmente no Hospital Municipal de Buriti, Antônio foi transferido para um centro de maior complexidade em Caxias devido à gravidade dos cortes. Até o momento, não há informações atualizadas sobre seu quadro de saúde. As autoridades aguardam novos laudos médicos para detalhar a extensão dos ferimentos e orientar o andamento das investigações.

 

Segundo a Polícia Civil, os dois irmãos moravam em propriedades vizinhas e mantinham desavenças antigas. Em depoimento à Polícia Militar, Antônio alegou que Manoel o atacou primeiro, desferindo golpes de facão. Ele contou que usou o machado — que servia para a poda — em legítima defesa, após tentar se proteger dos cortes recebidos.

 

O caso segue sob apuração da Polícia Civil, que investiga se houve legítima defesa ou se se configura homicídio doloso. Peritos foram acionados para recolher amostras de sangue e analisar o machado e o facão. Os agentes pretendem ouvir vizinhos e testemunhas para reconstruir toda a sequência dos fatos antes de concluir o inquérito.

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