O julgamento da técnica de enfermagem Rejane Mendes da Silva, de 45 anos, está marcado para esta terça-feira (14/04), no Fórum da Comarca de Araguaína, no norte do estado. Rejane confessou ter matado o empresário José Paulo Couto, de 75 anos, com quem mantinha um relacionamento amoroso desde os 19 anos.
A denúncia, apresentada em 8 de agosto pelo promotor Daniel José de Oliveira Almeida, da 4ª Promotoria de Justiça, e aceita pela Justiça três dias depois, imputa à acusada os crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Ela também responde por furto, adulteração de placa de veículo e ocultação de cadáver.
Motivação e dinâmica do crime
Segundo as investigações, o crime ocorreu em 9 de julho de 2025, na residência da acusada, no Setor Parque Sonhos Dourados, em Araguaína.
De acordo com a denúncia, o homicídio teria sido motivado por um desentendimento após o empresário informar que reduziria a ajuda financeira que vinha prestando. Ele custeava despesas mensais da acusada, como aluguel e contas básicas, com valores entre R$ 1.600 e R$ 1.800. No mês do crime, teria reduzido o valor para R$ 600, o que provocou a discussão.
Em depoimento, Rejane contou que, após o desentendimento, empurrou o empresário sobre a cama e o amarrou com cordas. Temendo ser denunciada, decidiu matá-lo com golpes de faca. Ele ainda pediu socorro e disse que a perdoaria, mas não foi atendido.
Após o crime, a acusada subtraiu pertences do empresário — como joias, relógio e celular —, adulterou a placa do veículo da vítima com fita isolante e pediu a um conhecido que estacionasse o carro em um lote baldio, sem que ele soubesse do ocorrido.
Ocultação do corpo
No dia seguinte, 10 de julho, Rejane pediu ajuda à irmã, Lindiana Mendes da Silva, para se desfazer do corpo, que estava enrolado em lençóis e um carpete, com pés e mãos amarrados. Inicialmente, Lindiana se recusou e pediu que a irmã se entregasse à polícia. Porém, acabou cedendo.
Segundo a investigação, o corpo foi colocado no veículo e levado até uma área sob uma ponte de um córrego na Avenida Frimar, entre o Bairro JK e a TO-222, onde foi abandonado.
O corpo do empresário foi localizado após denúncia anônima. O caso teve rápida elucidação, em cerca de quatro dias, e gerou ampla repercussão em Araguaína.
Fonte: AF Noticias