Caso Bacabal: mãe de irmãos desaparecidos denuncia ameaças
Mãe denuncia interrupção das buscas em Bacabal
Por Administrador
Publicado em 29/03/2026 17:03
Politica

O sumiço dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, em Bacabal, no Maranhão, ganhou novos contornos e acendeu o alerta de familiares e moradores locais

A mãe das crianças, Clarice Cardoso, afirmou que se sente abandonada pelas autoridades, que teriam interrompido o contato e deixado de responder às solicitações de informação. Segundo ela, o caso, que completa três meses no próximo dia 4 de abril, ainda não apresentou avanços e permanece sem solução, apesar das buscas iniciais intensas e das esperanças depositadas pela família.

 

Em um desabafo recente, Clarice relatou que deixou de receber retornos dos investigadores e que as visitas de policiais à sua casa foram interrompidas há cerca de três semanas. Mensagens enviadas aos responsáveis pelo caso não obtêm mais resposta, e entrevistas agendadas para a imprensa nacional teriam sido canceladas após supostas ameaças, cujas motivações ainda não foram esclarecidas. “Eles prometeram que não iam parar, e hoje eu estou sem saber de nada”, desabafa a mãe, que pressiona pela retomada imediata das buscas e esclarecimentos.

 

O desaparecimento ocorreu em 4 de janeiro, quando Ágatha e Allan brincavam com o primo Anderson Kauã, de 8 anos. O menino foi localizado três dias depois, sozinho e sem roupas, em uma área de mata. Inicialmente, as autoridades acreditavam que as crianças haviam se perdido na região, mas o relato de Anderson mudou essa versão. Conforme Clarice, o sobrevivente afirmou ter sido abordado por um homem que o despia antes de abandoná-lo no mato e levar consigo os irmãos. Essa declaração reacende a hipótese de sequestro.

 

No período inicial após o episódio, as buscas envolveram drones, cães farejadores, helicópteros e até equipamentos de sonar no Rio Mearim, mas não resultaram em pistas concretas. Um inquérito de mais de 200 páginas foi instaurado, porém, até o final de fevereiro, seguia sem conclusões sobre o paradeiro de Ágatha e Allan. Houve ainda uma informação não confirmada de que as crianças teriam sido vistas em São Paulo, mas as autoridades não validaram essa suposta pista.

 

Diante da estagnação do caso, moradores de Bacabal e organizações de defesa da infância intensificaram a cobrança por respostas e por maior empenho das forças de segurança. A família de Clarice Cardoso exige que todas as linhas de investigação sejam aprofundadas e que o desaparecimento dos irmãos receba prioridade. “Essa história não pode parar”, reforça a mãe, que mantém a esperança de encontrar Ágatha e Allan com vida e pede que o caso continue em evidência até ser solucionado.

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