Operação mira braço financeiro de facção que lavava dinheiro do tráfico com compra de itens de luxo
Investigação aponta que grupo usava recursos do tráfico para adquirir bens de alto valor e ocultar a origem do dinheiro. Ação envolve forças policiais federais e estaduais no Tocantins
Por Administrador
Publicado em 06/03/2026 00:05
Politica

Operação mira núcleo financeiro de facção suspeita de lavar dinheiro do tráfico por meio da compra de itens de luxo no Tocantins Divulgação/Ficco-TO

Por Raphael Pontes (Jornal do Tocantins)

Uma operação policial mirou o braço financeiro de uma organização criminosa investigada por lavar dinheiro do tráfico de drogas no Tocantins por meio da compra de bens de luxo. A ação, coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado cumpriu medidas judiciais contra suspeitos de participar do esquema. Foram 8 mandados de busca e apreensão cumpridos entre Goiânia (GO) e Imperatriz (MA).

 

De acordo com as investigações, o grupo utilizava recursos provenientes do tráfico para adquirir itens de luxo e ocultar a origem ilícita do dinheiro. A estrutura criminosa também realizava movimentações financeiras com o objetivo de dificultar o rastreamento dos valores obtidos de forma ilegal.

 

A operação contou com apoio da Polícia Civil do Tocantins, por meio da Delegacia-Geral e da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), além da participação da Polícia Civil de Goiás.

Investigação aponta que grupo ligado ao tráfico utilizava empresas e bens de alto valor para ocultar a origem de recursos ilícitos (Divulgação/Ficco-TO)

Investigação aponta que grupo ligado ao tráfico utilizava empresas e bens de alto valor para ocultar a origem de recursos ilícitos (Divulgação/Ficco-TO)

Segundo os investigadores, os envolvidos podem responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e fraude fiscal. Somadas, as penas previstas na legislação podem ultrapassar 30 anos de reclusão.

 

A Ficco reúne forças de segurança federais e estaduais, com atuação integrada no enfrentamento ao crime organizado. A coordenação das ações ocorre sob responsabilidade da Polícia Federal, com participação das polícias Civil, Militar e Penal do Tocantins.

 

As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do esquema e rastrear bens e valores vinculados à organização criminosa.

undefined / Reprodução

Resumo da operação

Goiânia (GO): Revenda de carros era usada para lavar dinheiro do tráfico

Na capital goiana, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão contra uma revenda de veículos suspeita de atuar como braço financeiro da organização criminosa. A empresa era utilizada para converter ativos financeiros vindos do tráfico aéreo de drogas em bens lícitos. Segundo as investigações, o estabelecimento operava em endereços inconsistentes para burlar a fiscalização e era gerido por pessoas ligadas ao esquema, incluindo um detento que já cumpre pena.

 

Imperatriz (MA): Movimentação de R$ 14,6 milhões em contas de fachada

No Maranhão, a operação desarticulou uma estrutura financeira operada por dois irmãos --- um empresário da construção civil e um servidor público. Juntos, eles movimentaram R$ 14,6 milhões em apenas 50 dias através de uma papelaria de fachada e de um banco clandestino (fintech sem autorização do Banco Central). A ofensiva na cidade também teve como alvo um policial militar, ex-sócio de uma construtora usada no branqueamento de capitais.

Ação das forças de segurança mira estrutura financeira de organização criminosa responsável por movimentar dinheiro do tráfico no Tocantins (Divulgação/Ficco-TO)

Ação das forças de segurança mira estrutura financeira de organização criminosa responsável por movimentar dinheiro do tráfico no Tocantins (Divulgação/Ficco-TO) 

 

 

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