Selecionadas para o Serviço Militar Feminino devem se apresentar para etapa final até sexta-feira
Selecionadas para o Serviço Militar Feminino devem se apresentar para etapa final até sexta-feira
Por Administrador
Publicado em 18/02/2026 19:03
Politica

Procedimentos de seleção complementar ocorrem em todo o país; incorporação das novas militares terá início em março

Divulgação/Exército Brasileiro

 

Mulheres de 18 anos selecionadas para o Serviço Militar Inicial Voluntário Feminino devem comparecer às unidades militares indicadas até esta sexta-feira (20). Esta etapa representa a quarta e última fase do processo seletivo, sendo um marco importante no recrutamento voluntário feminino, modalidade que permite o ingresso de mulheres na base das Forças Armadas como recrutas, algo instituído recentemente no país.

As candidatas precisam verificar a data e o local exatos de apresentação através do site oficial do alistamento, acessando a plataforma Gov.br.

Durante a seleção complementar, as voluntárias passarão por uma avaliação detalhada de requisitos básicos para a carreira militar, incluindo exames clínicos, entrevistas e testes de preparo físico.

 

Cronograma e vagas

A incorporação das selecionadas ocorrerá em dois períodos distintos ao longo de 2026: a primeira turma entre 2 e 6 de março e a segunda entre 3 e 7 de agosto. Na Marinha, as ingressantes ocuparão o posto de marinheiro-recruta, enquanto no Exército e na Força Aérea Brasileira atuarão como soldados. É importante destacar que, assim como ocorre com o contingente masculino, esses militares não terão estabilidade garantida após o período inicial.

 

Para este ciclo, foram disponibilizadas 1.467 vagas, distribuídas da seguinte forma:

 

• Exército: 1.010 vagas

• Força Aérea: 300 vagas

• Marinha: 157 vagas

 

As oportunidades contemplam 51 municípios em 13 estados, além do Distrito Federal. O alto interesse pela carreira é evidenciado pelo número de inscritas em 2025, que chegou a aproximadamente 34 mil voluntárias, contrastando com o alistamento masculino obrigatório, que registrou mais de um milhão de cidadãos no mesmo período.

 

Mudança histórica

Anteriormente, o acesso feminino às Forças Armadas era restrito a concursos para sargentos e oficiais, exigindo nível técnico ou superior.

 

Com a nova regulamentação vigente desde o ano passado, as mulheres agora podem integrar as fileiras como soldados e marinheiros, exercendo os mesmos direitos e deveres dos homens desde o início da formação militar.

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