Procedimentos de seleção complementar ocorrem em todo o país; incorporação das novas militares terá início em março
Divulgação/Exército Brasileiro
Mulheres de 18 anos selecionadas para o Serviço Militar Inicial Voluntário Feminino devem comparecer às unidades militares indicadas até esta sexta-feira (20). Esta etapa representa a quarta e última fase do processo seletivo, sendo um marco importante no recrutamento voluntário feminino, modalidade que permite o ingresso de mulheres na base das Forças Armadas como recrutas, algo instituído recentemente no país.
As candidatas precisam verificar a data e o local exatos de apresentação através do site oficial do alistamento, acessando a plataforma Gov.br.
Durante a seleção complementar, as voluntárias passarão por uma avaliação detalhada de requisitos básicos para a carreira militar, incluindo exames clínicos, entrevistas e testes de preparo físico.
Cronograma e vagas
A incorporação das selecionadas ocorrerá em dois períodos distintos ao longo de 2026: a primeira turma entre 2 e 6 de março e a segunda entre 3 e 7 de agosto. Na Marinha, as ingressantes ocuparão o posto de marinheiro-recruta, enquanto no Exército e na Força Aérea Brasileira atuarão como soldados. É importante destacar que, assim como ocorre com o contingente masculino, esses militares não terão estabilidade garantida após o período inicial.
Para este ciclo, foram disponibilizadas 1.467 vagas, distribuídas da seguinte forma:
• Exército: 1.010 vagas
• Força Aérea: 300 vagas
• Marinha: 157 vagas
As oportunidades contemplam 51 municípios em 13 estados, além do Distrito Federal. O alto interesse pela carreira é evidenciado pelo número de inscritas em 2025, que chegou a aproximadamente 34 mil voluntárias, contrastando com o alistamento masculino obrigatório, que registrou mais de um milhão de cidadãos no mesmo período.
Mudança histórica
Anteriormente, o acesso feminino às Forças Armadas era restrito a concursos para sargentos e oficiais, exigindo nível técnico ou superior.
Com a nova regulamentação vigente desde o ano passado, as mulheres agora podem integrar as fileiras como soldados e marinheiros, exercendo os mesmos direitos e deveres dos homens desde o início da formação militar.