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Nutricionistas pedem obrigatoriedade na realização de exames prescritos pela categoria

Sidney Rodrigues – ASSIMP 

Fotos – Fábio Barbosa/Mariana Castro

Na manhã desta quarta (26), aconteceu Tribuna Popular, para discussão do não atendimento das receitas expedidas por nutricionistas – planos de saúde e Prefeitura não aceitam as guias de pedidos de exames feitas por eles. O espaço para exposição foi proposto pelo vereador Aurélio Gomes (PT). Esta é uma necessidade dos nutricionistas de Imperatriz e já acontece em vários estados. Garante um serviço de qualidade e adequado para a necessidade de cada pessoa. Na galeria vários profissionais da área também participaram.

As representantes Fabrícia Azevedo e Ulli Pinheiro Castro utilizaram a Tribuna, agradeceram pela oportunidade, explicaram que atuam nas áreas clinicas e apresentaram propostas para assegurar que o município aceite as solicitações de exames laboratoriais feitos por elas, para melhorar o acompanhamento dioterápico (parte da nutrição que se dedica às dietas específicas para cada enfermidade) dos pacientes. São profissionais capacitados em todas as áreas de alimentação e buscam a manutenção, recuperação da saúde e a prevenção de doenças em busca da qualidade de vida. As pessoas tem biotipos, genéticas e peculiaridades diferentes, mas a sociedade tem a falsa ideia de que uma receita de nutrição balanceada serve para todos, o que não é verdade.

Hoje os pacientes precisam agendar uma nova consulta, requerer uma nova guia do mesmo exame com outro profissional, e somente depois, retornar ao nutricionista para apresentar os resultados. Isso provoca desgaste moral, financeiro e compromete o próprio tratamento.

Com a chegada da pandemia desde o final de 2019, o fortalecimento do sistema imunológico através de boa alimentação, contribui na prevenção, tratamento e para a recuperação pós covid-19.

A solicitação de exames laboratoriais é regulamentada e de competência dos nutricionistas pela lei nº 8.234/1991, mas encontra a recusa por parte dos planos de saúde e da prefeitura, além de terem dificuldade de acompanhamento do quadro de evolução dos pacientes, já que os pedidos não são aceitos.

Elas pedem que a lei federal seja respeitada, ou a criação de um Projeto de Lei municipal para que os planos e a prefeitura aceitem esses exames necessários, pois já existem vários municípios que tiveram essa lei sancionada. As condições de trabalho também são precárias, os locais não são adequados, faltam equipamentos e valorização.

RESULTADO 

Nesse sentido, todos os vereadores se pronunciaram em apoio, parabenizaram a pauta, a iniciativa da categoria e declararam que irão buscar ferramentas, consultar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para saber se podem elaborar uma lei com sustentação e assim atender essa demanda.

“Neste momento de combate ao coronavírus é essencial que esses profissionais possam colaborar nesse combate, criando essa lei, fazendo valer. A Câmara está sempre aberta para os debates que trazem ganho a sociedade. Vamos unir forças com o nosso jurídico, os vereadores, as comissões e com o executivo, para que essa necessidade saia do papel e vire realidade. Também falaremos com a força da nossa bancada federal, para buscar através da boa política, fazer a diferença”, disse o presidente Alberto Sousa, finalizando a Tribuna.

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