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Advogados querem Eleições Diretas, na definição de lista para vaga de desembargador

O procedimento de consultar toda a advocacia para a formação da lista já vem sendo adotado com sucesso em diversas seccionais
Os advogados Jander Araújo e Otávio Fraz protocolaram nesta quinta-feira, 22, um requerimento na Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO) pedindo eleições diretas no processo para escolha de uma lista com seis nomes em vaga que é destinada à advocacia para desembargador do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ-TO). O pedido é referente a vaga aberta recentemente com a aposentadoria compulsoriamente do ex-magistrado Amado Cilton pelo CNJ.

“O procedimento de consultar toda a advocacia para a formação da lista já vem sendo adotado com sucesso em diversas seccionais, notadamente na Bahia, que já realizou a ação por quatro vezes. A decisão de democratizar a formação da lista depende exclusivamente do nosso Conselho Estadual”, argumenta Jander, que é especialista em direito eleitoral e já foi Procurador-Geral de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia da OAB-TO. 

A vaga

A vaga deixada pelo desembargador Amado Cilton Rosa no TJ-TO deverá ser definida entre a OAB-TO e o Ministério Público Estadual (MPE). Em nota enviada à imprensa, a Ordem dos Advogados afirma que, assim que formalmente notificada, iniciará o processo regulamentar para a escolha da lista sêxtupla da vaga que é destinada à advocacia “pelos princípios da paridade e regra de alternância que regem o quinto constitucional”.

Jander Araújo, assim como Otávio de Oliveira, defendem que o Conselho Estadual da OAB-TO adote eleições diretas para a escolha da lista para a definição dos candidatos. “Tal pleito, além de proporcionar a participação de todos os advogados e advogadas, sem qualquer distinção, atende o anseio da nova advocacia, tornando hígido e representativo o processo decisório para formação da lista sêxtupla”, conclui Araújo .

Entenda a aposentadoria compulsória

Amado Cilton Rosa foi aposentado compulsoriamente por decisão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) nesta última terça-feira, 20. Ele já estava afastado do cargo há quase 10 anos. Rosa foi um dos alvos da Operação Maet, deflagrada pela PF ainda em 2010 para investigar supostos casos de venda de sentenças no TJ-TO.

Em novembro de 2011, ele foi afastado do cargo enquanto as investigações se desenrolavam. O CNJ informou que Rosa continuará recebendo proventos proporcionais.

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