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Tocantins: Chefe do Ibama é demitido e coronel da PM-SP assume cargo

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, exonerou, nesta sexta-feira (9/4), o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) no Tocantins. Quem deixa a chefia do órgão é Flavio Luiz de Souza Vieira. Já foi nomeado um novo superintendente do órgão no estado, Luiz Carlos Fernandes.

Em nota à imprensa, o ministério informou apenas que a demissão trata-se de “troca administrativa normal”.

O novo superintendente do Tocantins é coronel aposentado da Polícia Militar de São Paulo. Ele atuou tanto no policiamento da capital paulista como da região metropolitana. Nos anos 1990, chefiou a área operacional e de planejamento do 3º Batalhão de Policiamento Florestal e de Mananciais, que cuida da região do litoral paulista e Vale do Ribeira. Ele possui ainda formação em direito constitucional.

Em 2010, Luiz Carlos participou de um intercâmbio entre a PM-SP e a polícia tocantinense e disse, na época, que “a Polícia Militar do Tocantins é referência na área de Prática de Gestão e no Policiamento Ambiental”.

Também foram exonerados os superintendentes do Amazonas, Bahia e Paraíba. Essas demissões teriam sido a pedido, segundo o Diário Oficial da União (DOU).

Salles tem nomeado, desde o início de sua gestão, militares para ocupar cargos no Ibama e no Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio). Um processo de fusão dos dois órgãos, inclusive, tem sido analisado por um grupo de servidores, a maior parte deles de formação militar.

Ibama e ICMBio atravessam, hoje, a pior fase de suas estruturas, em relação a recursos financeiros e número de servidores. O orçamento federal destinado aos órgãos tem sido estrangulado ano após ano, além de o quadro profissional não ser renovado, após sucessivos pedidos de aposentadoria.

Uma das áreas mais afetadas é, justamente, a de fiscalização e combate a incêndios e desmatamento ilegal, cujos números não param de crescer. Dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que os alertas de desmatamento na Amazônia brasileira em março foram os maiores para o mês em toda a série histórica. Ao menos 36 mil hectares de floresta foram atingidos. Houve um aumento de 12,5% em relação ao mesmo período do ano passado, mesmo com uma cobertura de nuvens superior, segundo o Greenpeace, o que pode atrapalhar a observação de área degradada.

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