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Drones ajudam a monitorar e fiscalizar o meio ambiente no Tocantins

Entre as vantagens apresentadas pelos veículos aéreos não tripulados estão a rapidez com a qual conseguem monitorar áreas de difícil acesso, além de operarem com baixo custo e não precisarem de combustível

O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) conta com um importante aliado em suas ações de conservação do meio ambiente. São os veículos aéreos não tripulados, conhecidos como drones. O Instituto adquiriu o primeiro veículo no final de 2019 e a experiência foi tão positiva que no ano seguinte foi montado processo para aquisição de mais sete unidades, que já estão sendo utilizadas em várias frentes, como monitoramento, inspeção, fiscalização e planejamento das ações do Manejo Integrado do Fogo (MIF).

Técnicos do órgão ambiental afirmam que são várias as vantagens dos drones. Além da rapidez com a qual conseguem monitorar áreas de difícil acesso, operam com baixo custo e não precisam de combustível. Warley Rodrigues, diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Naturatins, informa que dos veículos adquiridos pelo Instituto, cinco estão sendo utilizados pelas equipes dos parques estaduais.

“Os parques do Cantão, Lajeado, Jalapão e o Monumento Natural de Árvores Fossilizadas (Monaf) contam com um drone cada e eles estão sendo muito úteis nas atividades de fiscalização, monitoramento e MIF, uma vez que a partir das imagens geradas por eles é possível planejar as ações de combate a incêndios e queimas prescritas com mais precisão”, explica o diretor.

De acordo com Rodrigues, dois servidores de cada parque passaram por treinamento para operarem os drones, que possuem configurações avançadas e podem ser programados para capturar imagens de áreas extensas a partir da programação de coordenadas por GPS. Além disso, os veículos têm grande capacidade de armazenamento de imagens, que são utilizadas para atualização do banco de dados de geoprocessamento do Naturatins.

Para Eliandro Gualberto, diretor de Proteção e Qualidade Ambiental do Naturatins, o uso dos drones otimizou o trabalho das equipes, tanto em tempo gasto quanto em eficiência. “A precisão de imagens e a rapidez com a qual o equipamento consegue cobrir uma área, mesmo que seja de difícil acesso, tornam o trabalho da fiscalização muito mais eficiente”, reforça.

Foi a diretoria comandada por Gualberto a primeira a utilizar o drone como suporte em suas operações e para isso fiscais receberam treinamento especial para operar o veículo. “Hoje, contamos com três veículos em nossa diretoria e as possibilidades para seu uso são muitas, indo desde monitoramento de vegetação e animais, até o combate a crimes ambientais”, ilustra o diretor.

Capazes de fazer mapeamento aéreo de florestas e de reservas aquáticas, os drones podem auxiliar nos processos de licenciamento ambiental, uma vez que são capazes de em poucos minutos comprovarem se as informações fornecidas por proprietários rurais são verdadeiras.

Felipe Pimpão, Diretor de Gestão e Regularização Ambiental do Naturatins,diz que por enquanto sua diretoria ainda não tem nenhum drone para uso exclusivo das atividades de licenciamento ambiental. Entretanto, ele está planejando treinar alguns membros de sua equipe para operarem os veículos.

“Quando necessário, podemos utilizar os drones que são usados nas atividades das demais diretorias do Naturatins, mas cada diretoria tem um leque de competências diferentes e o drone deve ser programado de acordo com essas competências, por isso é necessário que servidores do licenciamento sejam aptos a operarem esses veículos de acordo com nossas finalidades”, encerra Pimpão.

Por Wanja Nóbrega/Naturatins

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