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ASSASSINATO: Testemunha da morte de comerciante reaparece e conta o que aconteceu

O homem afirmou que temia pela própria vida e, por isso, se escondeu

Desaparecido há uma semana, a única testemunha do assassinato do comerciante Marcos Santos em Bacabal, na última semana, se apresentou a polícia nesta segunda-feira (08). O rapaz, identificado como José Ribamar Leitão, de 25 anos, afirmou que temia pela própria vida e, por isso, se escondeu.

José Ribamar trabalhava como vaqueiro na fazenda do sogro do Sargento Custódio e foi acusado pelo militar de ter roubado e vendido 11 carneiros da propriedade para o comerciante.

Em depoimento nessa segunda-feira, a testemunha afirmou que Marcos Santos – conhecido popularmente como Marquinhos – foi brutalmente torturado com asfixia, socos e chutes no abdômen. Ainda de acordo com o vaqueiro, o comerciante já estava morto quando levou um tiro no peito.

“Os policiais levaram o corpo do Marcos para simular troca de tiro. Quando foram me matar, a arma não disparou. Foi a hora que corri, enquanto eles atiravam na minha direção”, contou José Ribamar

O homem também relatou que foi agredido e, depois, reanimado pelos próprios PMs, que exigiam saber o paradeiro dos carneiros. Ao ser colocado no porta-malas de um carro, José Ribamar ainda conseguiu ouvir quando os militares arrancaram Maquinhos do seu estabelecimento.

Reprodução

Ainda segundo a declaração do vaqueiro, ele só conseguiu sobreviver porque a arma do Sargento Custódio falhou na hora. O rapaz aproveitou a oportunidade para fugir e se esconder em um matagal da região. José Ribamar foi perseguido por três dias e, de acordo com ele, por outros quatro policiais que não participaram da tortura.

Relembre o caso

Quatro policiais são suspeitos de assassinar o comerciante Marcos Santos, após serem flagrados colocando-o a força dentro de um veículo por uma câmera de segurança na última segunda-feira (1), data em que ele foi dado como desaparecido.

As investigações apontaram que os quatro homens que colocaram o comerciante no veículo eram policiais do 15º BPM que estavam à paisana. São: Tenente Pinho, Sargento Custódio, Cabos Robson e Henrique.

O imparcial

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