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Dia da mamografia: Maranhão teve queda de 24%, muito abaixo de 2019

Neste dia 5 de fevereiro, Dia da Mamografia, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) preconiza a realização da mamografia anualmente para as mulheres a partir dos 40 anos. Na realidade brasileira esse rastreamento é primordial!

Porém, infelizmente no início da pandemia, nos meses de março e abril, houve uma queda de 75% nos atendimentos a pacientes com câncer de mama, de acordo com levantamento realizado em centros hospitalares que atendem pelo SUS.

Já no estado do Maranhão, no período de janeiro a julho do ano passado, esse número chegou a 24% em comparação ao ano anterior . Tudo devido ao medo de se contaminar durante o deslocamento e também ao dar entrada na unidade de saúde.

Diante deste cenário, no dia da mamografia a SBM se mobiliza para sensibilizar as autoridades para incluir as pacientes com câncer de mama, além dos pacientes de outros tipos de câncer, no plano prioritário de vacinação contra o Cobid-19, junto a outros grupos, como os idosos. Isso porque o câncer não espera e interromper o tratamento por conta da pandemia é um risco muito grande, maior do que contrair o vírus, já que os hospitais estão seguindo todos os protocolos sanitários.

Câncer não espera

A entidade lembra que ao longo de 2020 o impacto para essas pacientes já foi grande, pois muitas não foram realizar os exames preventivos, como a mamografia, e outras interromperam, efetivamente, o tratamento por receio de irem ao hospital ou pela dificuldade que encontraram nas unidades hospitalares de todo o país.

De acordo com o Dr. Vilmar Marques, presidente da SBM, durante toda a pandemia foi notória essa queda, o que gerou bastante preocupação. Agora, neste momento, além de conscientizar as mulheres para que não deixem de dar continuidade a sua rotina de ir ao médico, realizar exames e manter o tratamento, o que mobiliza a entidade é sensibilizar as autoridades quanto à vacinação, pois elas compõem o grupo de risco, muitas com a imunidade baixa devido ao tratamento que estão sendo submetidas.

Segundo o presidente, o levantamento realizado em centros hospitalares que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas principais capitais, revelou que a queda nos atendimentos de mulheres em tratamento, nos meses de março e abril, logo no início da pandemia, foi em torno de 75%, em comparação ao mesmo período de 2019. Já a Rede Brasileira de Pesquisa em Câncer de Mama, em parceria com a SBM, mostrou que o número de mamografias entre janeiro a julho de 2020 caiu 45% em relação ao ano anterior. Tudo devido ao medo de se contaminar durante o deslocamento e também ao dar entrada na unidade de saúde. E, embora nos meses seguintes isso tenha amenizado, muitas pacientes ainda se mantêm resistentes.

“Não sabíamos que a pandemia duraria tanto tempo. Entendo o medo delas, mas o câncer não espera. Interromper o tratamento é um risco muito grande, maior do que contrair o vírus, já que os hospitais estão seguindo todos os protocolos sanitários”, afirma o médico.

Para ele, incluí-las nos grupos prioritários é de extrema importância, representando a vida de algumas e maior segurança para todas. Não podemos aguardar. Muitas já perderam meses de tratamento e estamos percebendo que o percentual de realização tanto de exames preventivos, como a mamografia, como de tratamento ainda continua baixo”, alerta.

O presidente afirma que a Sociedade Brasileira de Mastologia como um todo entende a imprevisibilidade da vacinação em massa, o cenário das unidades ainda sob os efeitos dos casos de COVID-19 (trabalhando perto da lotação) e também a ausência da telemedicina no SUS, o que inviabiliza o atendimento à distância que já ajudaria.

“Os mastologistas de todo o país compreendem o cenário crítico devido à incidência crescente do COVID-19 nessa nova onda, porém, sem atendimento remoto e sem as mulheres indo às unidades, só nos resta priorizá-las na imunização para que possamos encorajá-las e que elas tenham maior tranquilidade e segurança de se deslocarem em médio prazo, continuando prevenção e tratamento. Estamos falando de vidas ameaçadas”, conclui o Dr. Vilmar Marques.

Fonte: Contextual Comunicação

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