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Bolsonaro muda discurso e passa a defender vacina e compra por empresas

Em uma virada no discurso, o presidente Jair Bolsonaro disse que as vacinas contra a Covid-19 são importantes — para “dar mais conforto à população” e de modo que a “economia não deixe de funcionar”.

Ao falar a representantes do mercado financeiro, o presidente apoiou iniciativa de empresários que debatem a possibilidade de comprar de 33 milhões doses da vacina de Oxford/AstraZeneca.

O Ministério da Saúde deu aval à eventual aquisição pelas empresas. No entanto, a AstraZeneca disse que ainda não pode vender o produto para o setor privado: “No momento, todas as doses estão disponíveis por meio de acordos firmados com governos e organizações multilaterais”.

Após reunião com Bolsonaro, Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), disse que empresas só poderão comprar imunizantes de laboratórios que vendam exclusivamente para o setor privado.

O que está acontecendo: o governo ensaia uma mudança de tom sobre a vacina contra a Covid-19. Enquanto Bolsonaro interrompeu as críticas, sobretudo à CoronaVac, nos bastidores há articulações para tornar o Planalto mais atuante na imunização.

O secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten, procurou empresários para estimular negociação com a Pfizer. O laboratório ainda tem esperança de fechar acordo com o governo.

Em paralelo: o governo excluiu a agência regulatória da Rússia como referência para liberação mais ágil de vacinas aprovadas no exterior.

O órgão russo foi considerado em documentos internos que prepararam a Medida Provisória que autorizou o governo a comprar vacinas antes do aval da Anvisa, mas ficou fora da versão final.

A menção poderia acelerar a análise da Sputnik V.

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