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Autismo: Modelo de assistência no Maranhão é referência no Pará

Para conhecer o modelo de assistência a crianças com autismo no Maranhão, a coordenadora estadual de Políticas para o Autismo do Pará, Nayara Barbalho, esteve no Centro Especializado de Reabilitação (CER) do Olho D’Água e no Serviço Especializado às crianças com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O serviço funciona em estrutura criada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e que funciona de forma anexa ao CER. O objetivo é levar a experiência do Maranhão para o estado do Pará.

“Esse intercâmbio mostra que nós do Maranhão estamos no caminho certo. Vale lembrar que este projeto de assistência à criança com TEA surgiu de uma escuta ampliada junto às mães com filhos diagnosticados e que o nosso governador, com toda a sua sensibilidade, abraçou a ideia. É gratificante saber que essa iniciativa rompeu os limites do estado, possibilitando ensinar, e, ao mesmo tempo, aprender como melhor atender as famílias”, disse Nelbe Amorim, assessora técnica da SES, ligada à Rede de Cuidado da Pessoa com Deficiência.

Segundo Nayara Barbalho, a integralidade da assistência foi o que mais chamou atenção. “O que mais me chamou a atenção foi a questão do espaço físico e de como ele é bom, principalmente para o tipo de tratamento que é proposto. Além disso, chama atenção a implementação do cuidado no contexto do SUS, por isso foi muito importante visualizar in loco esse atendimento”, afirmou.

Assistência

Atualmente, a unidade especializada no tratamento de crianças com autismo na rede SES atende cerca de 600 pacientes com idade de zero a 12 anos. Na estrutura do Serviço funcionam: sala de triagem, quarto funcional, cozinha adaptada, sala de administração, sala multidisciplinar, sala para atendimento intensivo, grupo terapêutico semi-intensivo, cinco consultórios multidisciplinares, sala de atividades em grupo, sala de avaliação e acompanhamento familiar.

A equipe multiprofissional que atua no local é composta por assistente social, profissional de educação física, enfermeiro, fonoaudiólogo, musicista, psicólogo, psicopedagogo, terapeuta ocupacional, psiquiatra da infância e adolescência e artesão.

De acordo com Flávia Teresa Neves, coordenadora do Serviço Especializado à Pessoa com TEA, foi um momento de diálogo e troca de experiências. “O que a gente analisa é que o Maranhão trouxe como uma mudança de cultura para a intervenção do Autismo. Dessa maneira, mostramos a importância de uma atenção multiprofissional, intensiva e específica para esta população, tornando o estado uma referência para o país”, destacou.

A diretora geral do CER do Olho D’Água, Renata Caldas, pontuou que o reconhecimento é fruto do trabalho realizado. “O CER existe há três anos e até hoje continuamos aprendendo para melhor assistir os nossos pacientes. Com isso, podemos dar frutos dignos de inspiração para outros estados, de forma que o que é produzido aqui seja multiplicado em outras localidades, contemplando não apenas as crianças, mas também famílias”, disse.

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