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Polícia encontra pornografia infantil e chantagem contra adolescentes

A Polícia Civil encontrou pornografia infantil e vídeos íntimos de adolescentes em computadores e celulares apreendidos com um homem suspeito de enganar e chantagear menores de idade para adquirir as imagens. A investigação foi concluída na última semana e o homem, que tem 22 anos e mora em Palmas, foi indiciado.

O nome dele não foi divulgado pela Secretaria de Segurança Pública.

O delegado- chefe da 63 ª Delegacia de Polícia, José Lucas, é responsável pelo caso. Ele informou que mensagens localizadas nos aparelhos eletrônicos indicam que o homem enganava as vítimas para força-las a fazer os vídeos. Ele enviava para as garotas montagens com corpos de adolescentes nuas como se fossem imagens enviadas pelos números de telefone das vítimas em um aplicativo de mensagens.

“A partir disso, ele inseria os dados das vítimas (foto de perfil e número de telefone) a fim de que quem visse aquela imagem, acreditasse que elas (as vítimas) teriam enviado a tal foto para terceiros”, explicou o delegado.

O homem então entrava em contato com as vítimas se disponibilizando a apagar as imagens, mas dizendo que precisava confirmar se, de fato, a vítima era a pessoa que aparecia na foto. Desta forma, ele atraia as garotas para chamadas de vídeo que eram de fato gravadas. Nas conversas, ele exigia que as vítimas mostrassem partes do corpo para evitar a divulgação das mensagens.

A investigação começou após o caso ser denunciado por uma adolescente de Paraíso do Tocantins que não caiu no golpe e mostrou a conversa para o pai, que procurou a polícia. As outras vítimas foram descobertas ao analisar os aparelhos eletrônicos do suspeito. Ainda não há um número de quantas crianças e adolescentes podem ter sido enganadas pelo homem.

O suspeito ainda tentou apagar parte dos arquivos, mas todo o conteúdo foi recuperado pelo Núcleo de Computação Forense da Polícia Científica.

O perito do caso, Thiago Magalhães de Brito Rodrigues, explicou que núcleo utilizou bases de dados, fornecidas pelo departamento de Polícia Federal, para catalogar as imagens e comparar com arquivos de pornografia infantil conhecidos. A ideia é saber quantas das imagens foram produzidas pelas vítimas do suspeito e quantas ele baixou da internet.

Rodrigues explicou que a equipe usa softwares especializados em busca e identificação de nudez humana. Também analisam os arquivos de multimídia e comparam com os históricos de pesquisa e navegação online e as mensagens recuperadas.

O delegado José Lucas informou que o suspeito foi indiciado por armazenar imagens pornográficas de crianças e adolescentes e simular participação de menores em cenas de nudez ou pornografia. A divisão de Crimes Cibernéticos também foi acionada e tenta identificais a quais outros delitos o homem pode ter cometido.

O suspeito do crime responde em liberdade e está sendo monitorado pelo Polícia Civil. Quem desconfiar que pode ter sido vítima do homem deve se apresentar em uma delegacia para registrar boletim de ocorrência.

G1-Tocantins

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