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Anulação de eleição no MPTO evitaria desmoralização do órgão

A eleição que definiu os nomes que integram a lista tríplice para escolha do novo Procurador-Geral de Justiça no Tocantins – o chefe do Ministério Público do Tocantins (MPTO) – tem sido alvo de vários questionamentos por parte dos próprios membros do órgão.

A votação ocorreu na última sexta-feira (17) e pode ter sido fraudada. Os membros do MPTO descobriram que foram computados 108 votos quando eram somente 107 eleitores aptos a votar no pleito.
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Em um vídeo que circulou nas redes sociais nesta terça-feira (21), os Procuradores de Justiça discutem a possibilidade de anulação da eleição alegando que o processo foi falho desde o início.

O voto excedente teria sido registrado por engano por uma servidora voluntária no município de Colinas do Tocantins, mas o MPTO ainda não explicou como ela teve acesso ao documento de votação. Poderiam votar apenas Procuradores e Promotores de Justiça.

A disputa para formação da lista tríplice ao cargo de Procurador-Geral teve cinco candidatos. Foram escolhidos os três mais votados: os promotores de Justiça Luciano Casaroti [67 votos], Abel Andrade [62] e Marcelo Sampaio [57].

Os três nomes foram enviados ao governador Mauro Carlesse, a quem cabe fazer a escolha de um deles e a nomeação para o cargo máximo do Ministério Público do Tocantins.

Discussão no MPTO

Durante a sessão virtual do Ministério Público, o Procurador de Justiça Ricardo Vicente sugere a anulação do pleito.

“Como apareceu um voto a mais? Será que nós não estamos diante da teoria dos frutos podres? Quem garante que um colega não foi desabilitado para que outro votasse em seu lugar?”, questionou o procurador.

“A pessoa que votou não é nem servidora. Ela não pertence aos quadros do Ministério Público, ela é apenas uma voluntária de Colinas que acesso ao sistema e para ela foi oferecida uma cédula de votação, e ela inadvertidamente teria feito a votação. Por isso o sistema captou 108 votantes, com apenas 107 membros aptos”, explicou outro procurador.

“Pela experiência que a gente tem, vemos que essa eleição começou errada, ela não se realizou adequadamente. Nós vamos abrir uma porta para o governador questionar essa lista, baseada em uma eleição que não reflete o posicionamento da classe. Não podemos dizer que nós sabemos quem votou. Ai surgiu uma dúvida enorme: quem foram os habilitados?”, questionou outro procurador.

“Isso vai ganhar uma dimensão nacional e nós estamos sujeitos a qualquer juiz de direito de primeiro grau desmanchar todo esse pleito, desmoralizando o Ministério Público. Façamos novas eleições com os cuidados necessários. Porque não fazemos também uma eleição, para festejar a segurança jurídica, com o voto em papel? Entendo que um novo pleito seria melhor para todos”, ponderou Ricardo Vicente.

Fonte: Afnoticias

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