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Flagrado com dinheiro na cueca pede licença, e filho pode virar suplente

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado pela Polícia Federal com mais de R$ 30 mil na cueca, pediu licença do mandato parlamentar por 121 dias. Depois do anúncio da medida, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a decisão que determinava o afastamento do senador, e o presidente da Corte, Luiz Fux, retirou o caso da pauta do plenário do STF desta quarta-feira.

Em destaque:

Inicialmente, Rodrigues solicitou afastamento por 90 dias, mas retificou o pedido, ampliando o prazo. Pelo regimento do Senado, o parlamentar pode ser substituído em casos de licença em período superior a 120 dias. O primeiro suplente de Rodrigues é o seu próprio filho, Pedro Arthur, que deve assumir o posto.

O que acontece agora:

O presidente do Conselho de Ética do Senado, Jayme Campos (DEM-MT), garantiu que o processo de cassação de Rodrigues continuará a tramitar no colegiado, mas só após a retomada das atividades presenciais, sem data para ocorrer.

Os trabalhos no Conselho de Ética estão parados desde o início da pandemia. Um dos casos que aguarda análise é a representação contra o senador Flávio Bolsonaro. Colegiados na Câmara e no Senado têm, somados, processos contra 21 parlamentares sem tramitação.

Análise:

O Senado resolveu jogar com o tempo, e a licença evita que senadores, incomodados com a decisão de Barroso, tenham de chancelar o afastamento de Rodrigues, afirma Francisco Leali.

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