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Dia mundial da saúde mental: O segredo está no comportamento

Fabiano de Abreu acredita que o segredo da saúde mental está na nossa inteligência emocional e como lidamos com a vida de forma racional

Segundo o neurofilósofo, filósofo, neurocientista e psicanalista Fabiano de Abreu, a resposta para nossos problemas está em nosso comportamento, na maneira que vemos e lidamos com a vida.

Basicamente a maneira que escolhemos viver determina nossa saúde mental. Ainda segundo o estudioso, ” o comportamento é a chave para uma melhor saúde mental, através dele, criamos hábitos como alimentação, leitura, exercícios físicos e conhecimento para saber os artifícios necessários para estarmos bem consigo mesmo e com o mundo”.

Abreu é um defensor da plasticidade cerebral e acredita ser um caminho cheio de vantagens.

“A ciência descobriu a plasticidade cerebral, que prolonga a vida do cérebro e retarda demências da velhice seja pela idade ou doenças. O ex-presidente americano Ronald Reagan foi ator e sempre leu muito, isso ajudou-o a ter uma vida longa e nem a doença de Alzheimer o impediu de ter seu nome no mais alto patamar da história americana devido a segunda guerra mundial.

Ele é a prova de que a leitura, que é a melhor ginástica para a plasticidade cerebral, ajudou-o a prolongar sua cognição. Independente do caso de Reagan, a ciência já descobriu a sua importância na saúde mental e, uma das estratégias são os hábitos e também a mudança deles.”, afirma o autor.

O neurofilósofo defende ainda que devemos adaptar posturas e comportamentos de cariz mais positivo, pois, dessa forma não temos tanta tendência a potencializar os nossos problemas.

De acordo com Fabiano de Abreu, “a tristeza, a depressão, o que for de negativo está relacionado a disfunções em nossos mensageiros químicos no cérebro e, este por sua vez, relacionado na maneira que nos comportamentos, como lidamos com a vida, como potencializamos os problemas e como optamos por escolhas erradas.”.

Abreu garante que não há mágica na obtenção de resultados positivos. Eles dependem muito das nossas escolhas e posicionamentos na vida, da forma clara como analisamos as situações e tomamos decisões.

“O segredo para uma boa saúde mental está na inteligência com que vivemos, pelas opções que escolhemos. Através da inteligência emocional, fazemos o autoconhecimento e delimitamos os comportamentos necessários. Escolhemos também ter conhecimento e ele nos fornece conteúdos necessários para saber o que fazer, quando fazer e como fazer.”, reafirma.

Concluindo, para Abreu, “o segredo da saúde mental está na inteligência emocional que utiliza da razão para buscar os comportamentos necessários a promover uma vida melhor para nós mesmos e obviamente, para os outros e receber a reciprocidade natural das atitudes.”.

10 de outubro: Dia Mundial da Saúde Mental – A busca incessante em se sentir bem

Desde o ano de 1992, o dia 10 de outubro foi instituído pela Federação Mundial de Saúde Mental com a proposta de demonstrar a importância dos cuidados com a saúde mental. Neuropsicóloga Leninha Wagner aponta os critérios que confirmam se a pessoa está com bem-estar mental.

Instituído em 1992 pela Federação Mundial de Saúde Mental, o dia 10 outubro passou a ser reconhecido como Dia Mundial da Saúde Mental. Os problemas relacionados à esta área são considerados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) uma prioridade, devido ao grande número de dias de incapacidade que o transtorno mental pode causar.

Os transtornos mentais acompanham a história da humanidade, relatos de quadros depressivos podem sem encontrados em textos antigos, como poemas gregos e a Bíblia. Pelas suas características, estes males podem trazer um impacto nas pessoas, como esquizofrenia e transtorno afetivo bipolar, e podem impactar não apenas a vida do paciente, como também a de seus familiares.

Outros problemas, como a depressão e quadros ansiosos, podem igualmente levar a um grande sofrimento de todos que cercam a pessoa.

Conforme lembra a neuropsicóloga Leninha Wagner, “a OMS define o conceito de saúde mental como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças ou enfermidades”. Porém, ela detalha, a saúde mentalcontempla, entre tantos fatores, “a nossa capacidade de sensação de bem-estar e harmonia, a nossa habilidade em manejar de forma positiva às adversidades e conflitos, o reconhecimento e respeito dos nossos limites e deficiências, nossa satisfação em viver, compartilhar e se relacionar com os outros”, completa.

Fatores que podem afetar a saúde mental

No entanto, diversos fatores que podem influenciar negativamente a nossa saúde mental. Entre eles, Leninha destaca: Estresse, brigas, atrasos, advertências, doenças, incapacidades, limitações, falta ou excesso de família, pouco ou muito dinheiro. Por isso, ela recorda que “quando falamos de ‘saúde mental, as pessoas remetem isso a ‘doença mental”.

A Saúde Mental de uma pessoa está relacionada, reforça a neuropsicóloga, “à forma como ela reage às exigências da vida e ao modo como harmoniza seus desejos, capacidades, ambições, ideias e emoções”.

Já as doenças mentais são condições de anormalidade ou comprometimento de ordem psicológica, mental ou cognitiva. “Há diversos fatores que explicam os transtornos psiquiátricos, como genética, problemas bioquímicos, como hormônios ou substâncias tóxicas, e até mesmo o estilo de vida.

Os sintomas podem ser observados no dia a dia”, observa Leninha.

A palavra transtorno, tão facilmente usada para tudo, está na verdade relacionada com um conceito mais amplo de diagnóstico, como salienta a neuropsicóloga: “Ao falarmos de doença nós temos as causas, um padrão de sintomas e medidas terapêuticas padronizadas, como, por exemplo, as doenças cardíacas. Quando falamos em transtornos, nos referimos a uma trajetória diagnóstica que varia bastante de pessoa para pessoa, multifatoriais e com diversas formas de tratamento”, explica.

Diante deste cenário, ela recomenda que para ter saúde mental é preciso seguir os seguintes tópicos: “Estar bem consigo mesmo e com os outros, aceitar as exigências da vida, saber lidar com as boas emoções e também com aquelas desagradáveis, mas que fazem parte da vida, além de reconhecer seus limites e buscar ajuda quando necessário”.

Como melhorar a saúde mental

Por isso, Leninha Wagner destaca o quanto “é importante ressaltar que pessoas mentalmente saudáveis compreendem que ninguém é perfeito, que todos possuem limites e que não se pode ser tudo para todos. Elas vivenciam diariamente uma série de emoções como alegria, amor, satisfação, tristeza, raiva e frustração. São capazes de enfrentar os desafios e as mudanças da vida cotidiana com equilíbrio e sabem procurar ajuda quando têm dificuldade em lidar com conflitos, perturbações, traumas ou transições importantes nos diferentes ciclos da vida”.

Mas, se for necessário, ela recomenda: “Busquem por ajuda profissional sem preconceito, pois sabemos que estão assim teremos o melhor para oferecer aos outros: Equilíbrio emocional para viver e conviver mais e melhor com o próximo”, finaliza.

Fonte: Raphael Lucca – MF Press Global

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