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PF cumpre 52 mandados de busca e prisões por supostos desvios na saúde

Operação “Bálsamo de Gileade” investiga desvio de recursos na compra de remédios em nove municípios do norte do Tocantins

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria Geral da União – CGU, deflagrou nesta quarta-feira, 7, a Operação “Bálsamo de Gileade” que investiga um esquema de corrupção realizado por Servidores Públicos e desvio de recursos na compra de remédios em municípios da região norte do Estado do Tocantins.

Cerca de 144 Policiais Federais cumprem 36 mandados de busca e apreensão, 01 de prisão preventiva, 15 de prisão temporária além de sequestro de bens em valores na ordem de 12 milhões de reais, todos expedidos pela Vara Criminal de Augustinópolis, nos municípios de Araguaína, Aguiarnópolis, Sítio Novo, Ananás, Augustinópolis, Buriti, Luzinópolis, Praia Norte, Palmeiras, Riachinho, São Sebastião, Maurilândia e Imperatriz, no Maranhão.

A investigação, iniciada em 2019, revelou a existência de um possível esquema de desvios de recursos públicos através de aquisição fraudulenta de medicamentos, a partir de fraudes em procedimentos licitatórios e emissão de Notas Fiscais canceladas posteriormente, cerca de 47 %.

A PF afirma ter constatado no decorrer das investigações, a existência de diversas transferências bancárias por parte dos responsáveis pela empresa investigada a servidores públicos municipais, responsáveis pelas licitações e outros vinculados à área da Saúde, como titulares da Saúde e gestores do Fundo Municipal de Saúde, englobando cerca de nove municípios investigados, na região do Bico do Papagaio.

Em comunicado, a Controladoria-Geral da União (CGU) afirma que entre 2016 e 2019 as empresas investigadas emitiram 4.536 notas fiscais, no valor de R$ 25.690.174,20. Do total de notas emitidas, 47% foram canceladas após a emissão, somando R$ 14.519.135,42. “A má aplicação desses recursos, especialmente em uma área sensível como a da saúde pública, é extremamente prejudicial para a população dos municípios envolvidos”, diz o órgão em comunicado à imprensa.

Os investigados poderão responder, nas medidas de suas responsabilidades, pelos crimes de peculato, fraude em licitações e participação em organização criminosa.

O nome da Operação “Bálsamo de Gileade” faz alusão a uma substância natural de origem vegetal usada para fins medicinais, muito conhecido nos tempos bíblicos. Era comum o bálsamo servir como um presente ou agrado a alguém (cf. Gênesis 43:11).

Fonte: Jornal do Tocantins

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