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Inquérito sorológico da Covid-19 contempla a cidade de Imperatriz

Pesquisa populacional domiciliar será realizada por amostragem, para avaliar as prevalências de anticorpos contra o vírus

Imperatriz sedia reunião da 2ª fase do Inquérito Sorológico da Covid-19. Trata-se de ação em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Conselho de Secretarias do Estado de municipio.

A pesquisa se baseia em uma entrevista e teste sorológico de sangue, que será processado pelo Laboratório Central do Estado (LACEN/MA), para detectar se a pessoa já esteve exposta ao vírus e se desenvolveu anticorpos.

O objetivo é saber a prevalência, ou seja, a imunidade para diagnosticar o perfil do município. O inquérito será executado em 66 municípios do estado, distribuídos nas 19 regionais de saúde, entre 19 a 30 de outubro.

De acordo com os números da Covid-19 em Imperatriz, nos meses de agosto e setembro, houve uma reconfiguração na pesquisa. A cidade saiu de 8 setores censitários, onde cada setor envolve 200 domicílios, para 30 setores censitários. Com a mudança, é estimado que a cidade possa fazer, em duas semanas, aproximadamente mil e vinte abordagens nos domicílios, com número respectivo de coletas.

A “prevalência vai nos dar um estudo de como está a imunidade, quem contraiu ou não o coronavírus e de como estamos frente ao cenário de pandemia. Na segunda fase do inquérito sorológico, Imperatriz será a primeira cidade a fazer uma amostragem como um todo. A partir dessa prevalência, o município terá uma visão epidemiológica, em que serão desenvolvidas ações e analisado o comportamento da população frente à pandemia”, conclui Mariana Jales secretária municipal de Saúde.

A adjunta de Saúde, Doralina Marques, explica como funcionará a parceria. “Teremos uma capacitação específica para todos nossos servidores envolvidos no estudo. Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) participarão para acompanhar as equipes nas abordagens aos domicílios, escolhidas por meio de sorteio. A coleta será realizada por um técnico e o armazenamento será feito por uma unidade de referência, a entrevista por um servidor do estado em com a UFMA, enquanto o estado vai entrar com a logística junto aos demais parceiros”.

Para combater fake news, “os Agentes Comunitários de Saúde estarão devidamente equipados e caracterizados. Caso a equipe identifique algum sintomático, farão as orientações para que procurem as unidades de referência da Covid-19. Na oportunidade, será desenvolvido trabalho de educação para a população sobre a pandemia. A equipe é composta por um entrevistador do estado e um coletador do município, auxiliado por um Agente Comunitário de Saúde.

A partir da pesquisa, haverá análise por região, município – neste caso específico Imperatriz, variáveis como idade, sexo, escolaridade, comportamento quanto às medidas preventivas à Covid-19, como o uso de máscara e o distanciamento, uso ou não de transporte coletivo, distanciamento domiciliar, bem como outros pontos. Será feito um recorte do mês de março a outubro. Após sistematização e compreensão dos dados, serão traçadas ferramentas para combater a doença.

Os resultados dos testes sorológicos serão divulgados na casa do cidadão, por meio dos Agentes Comunitários de Saúde, através da coordenação da Vigilância Epidemiológica e coordenação da Atenção Básica. O material será processado e os resultados estudados, para compor um relatório a ser publicado, com acesso livre da população.

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