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Ministério da Justiça quer explicações sobre aumentos na cesta básica

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão do Ministério da Justiça, notificou empresas, associações de produtores de alimentos e redes de supermercados pedindo explicações para a alta dos preços de itens da cesta básica.

O órgão afirma que o objetivo é mapear a cadeia de produção para determinar a atuação do governo contra a inflação dos produtos — arroz, feijão e óleo de soja já acumulam alta de cerca de 20% neste ano.

No entanto, as empresas podem ser multadas caso sejam constatadas práticas de preço abusivo. Para economista da FGV, a notificação é descabida, já que não há indícios de abuso.

Em paralelo: a Câmara de Comércio Exterior (Camex) retirou a tarifa de importação do arroz até o final do ano, medida que permitirá a entrada no Brasil de até 400 mil toneladas do produto.

Aconteceu hoje: um dia após fazer apelo aos donos de mercados do país, o presidente Jair Bolsonaro recebeu o presidente da Associação Brasileira de Supermercados, João Sanzovo, que deixou a reunião defendendo os empresários: “Nós não vamos ser vilões de uma coisa pela qual não somos responsáveis, e muito pelo contrário”.

O que foi dito: o vice-presidente Hamilton Mourão disse que o aumento nas prateleiras está ligado ao auxílio emergencial. “As pessoas estão se alimentando melhor e melhorando as suas casas”, declarou.

Análise: a compra de alimentos é mensal, semanal ou até mais frequente, e quando a conta do supermercado fica mais cara, o consumo em outras áreas cai, afirma Cássia Almeida. “Mas a via de controlar preços não parece ser a correta. A nossa história de hiperinflação por décadas já nos mostrou isso”.

Fonte: Jornal “O Globo”

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