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Retirada de verba da saúde pode prejudicar indígenas e pessoas com câncer

O Congresso pode chancelar, nesta terça-feira, 17, a retirada de R$ 500 milhões do orçamento da saúde para financiar o fundo eleitoral em 2020, proposta que tem gerado queixas de especialistas, frentes parlamentares e organizações não governamentais.

Segundo números divulgados pelo secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, a retirada de recursos vai afetar diretamente pacientes com doenças hematológicas e indígenas, que, juntos, deixarão de receber R$ 77,3 milhões que seriam destinados aos tratamentos.

O Instituto Horas da Vida, instituição sem fins lucrativos que busca estender o acesso à saúde de pessoas em situação de vulnerabilidade, afirma que a mudança pode influenciar na atuação do Sistema Único de Saúde (SUS) e na manutenção de programas na área. “A falta de verba implicará na qualidade dos atendimentos aos cidadãos em diversas especialidades”, alerta a instituição.

Do valor total, R$ 79,7 milhões vão deixar de ser empregados na formação de profissionais de atenção primária. Outros R$ 68,9 milhões vão sair do programa Farmácia Popular, que fornece remédios com 90% de desconto ou até de graça pelo SUS.

Também perderão dinheiro a Rede Sara Kubitschek (R$ 29,9 milhões), o Instituto Nacional do Câncer (R$ 8,9 milhões), a Fiocruz (R$ 6,8 milhões), o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (R$ 6,6 milhões), a Funasa (R$ 4,5 milhões) e o Instituto Nacional de Cardiologia (R$ 4,5 milhões).

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