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Operação da PF combate fraudes em saques de precatórios em cinco estados

A Polícia Federal realizou a operação Stellio de combate a fraude em saques de precatórios judiciais utilizando documentos falsos. Foram presos dois advogados, um contador e três oficiais de cartório. As prisões aconteceram em Cabo Frio (RJ) e nas cidades mineiras de Belo Horizonte, Chapada Gaúcha, São Francisco e Luislândia.

Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram a partir das prisões de dois advogados que tentavam sacar créditos precatórios com documentos falsos. Essas prisões foram em setembro de 2018 e em fevereiro deste ano.

“A investigação revelou pelo menos outros 11 precatórios judiciais sacados com utilização de documentos falsos, mediante a atuação de um grupo criminoso formado por advogados, funcionários de cartórios, bancários e despachantes”, diz a nota da PF.

Durante a operação, foram cumpridos 14 de busca e apreensão em Minas e nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Pará e no Distrito Federal.

Ainda de acordo com a PF, o grupo levantava informações de pessoas que teriam créditos de precatórios disponibilizados pela Justiça com a ajuda de bancários investigados.

“Documentos de identidade eram falsificados e com a conivência de funcionários de cartórios, eram elaboradas procurações públicas ideologicamente falsas, que possibilitavam os saques dos precatórios pelos advogados que participavam do esquema”.

A fraude lesava instituições financeiras, os verdadeiros titulares do crédito e seus advogados. Os saques já apurados totalizam cerca R$ 1,3 milhão.

Os presos serão encaminhados para o presídio de Montes Claros e as investigações continuam para identificar outros envolvidos e apurar o valor total sacado pelos criminosos.

O que dizem os bancos

A assessoria de comunicação do Banco do Brasil informou que “colabora com as investigações da Operação Stellio por meio do repasse de subsídios no seu âmbito de atuação. O Banco do Brasil mantém estrutura dedicada à prevenção a fraudes e apta a detectar a atuação de golpistas por meio de sistemas e soluções de segurança.”

A Caixa Ecônomica Federal também enviou nota informando “que atuou em colaboração com as investigações da Polícia Federal e mantém cooperação integral com o trabalho das autoridades. O banco esclarece também que adotará todas as providências de abertura de processos disciplinares, apuração de responsabilidades e as medidas de consequência cabíveis.”

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