Fone(99) 3525-1636

ZAP(99) 99168-5235

Policiais queriam dinheiro para investigar e recuperar máquinas roubadas

Grupo teria recebido R$ 8 mil para abrir a investigação e mais R$ 30 mil como recompensa pela recuperação; entretanto, a segunda parte não teria sido paga e empresário denunciou o crime ao MPTO

Uma denúncia criminal contra quatro agentes da Polícia Civil (PC) de Gurupi foi oferecida nesta quarta-feira, 4, pelo Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) à Justiça.

Os denunciados Wender Miranda Damasceno, Eduardo Belloti dos Santos, Jesú Batista de Oliveira e Samuel Muniz de Amorim são acusados de receber vantagem indevida ao para realizar investigação em caso de máquinas roubadas no Norte do Tocantins. Conforme o MPTO, a denúncia também cita um empresário e seu como os responsáveis por oferecerem os valores aos servidores públicos “para praticar ato de ofício”, conforme o órgão.

A investigação do Ministério apurou que o caso aconteceu em junho de 2018, quando a empresa Sidertrans teve uma máquina escavadeira e um trator de esteira roubados em de Nova Olinda. Após o crime, o gerente da empresa divulgou a ocorrência nos grupos de whatsapp, quando acabou sendo orientado a procurar um dos agentes policiais em Gurupi, já que o servidor “muito bom” para auxiliar na recuperação dos objetos subtraídos pelos criminosos.

Uma negociação realizada entre a empresa e o policial firmou o valor de R$ 8 mil, para que o grupo de policiais civis realizassem as buscas. Além do valor inicial, os policiais teriam negociado mais R$ 30 mil de recompensa para caso as máquinas fossem realmente recuperadas.

Além deste acordo, o gerente da empresa também procurou a Delegacia de Colinas, próxima a região, para obter informações sobre a apuração do delito, resultando em duas frentes de investigação do mesmo crime.

Localização

No dia 22 de junho, a equipe de Gurupi, junto com agentes de Colinas, se deslocou até Imperatriz (MA) para recuperar o maquinário roubado que estava em uma fazenda. Após a recuperação, o policial que negociou os valores passou a cobrar o gerente da empresa sobre o valor da recompensa. Entretanto, o pagamento não foi realizado e o gerente da empresa procurou a Corregedoria da Polícia para denúncias o crime de corrupção passiva cometido pelos policiais.

Para a denúncia, o gerente apresentou as mensagens trocadas por meio de telefone com os servidores públicos.

Denúncia

Na denúncia criminal do MPTO, o promotor de Justiça Breno de Oliveira Simonassi relata que os policiais ainda chegaram a receber diárias para as investigações. Os denunciados podem ser condenados por corrupção passiva, previsto no artigo 317 do Código Penal, que define o crime como “solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem.”

O gerente e o empresário foram denunciados pelo crime de corrupção ativa, tipicado no artigo 333 do Código Penal, por “oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício”.

SSP

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública e a gestão estadual para se pronunciarem sobre o caso e aguarda retorno.

Fonte: Jornal do Tocantins

®SISTEMA NATIVA DE COMUNICAÇÃO

© 2009-2020 RÁDIO NATIVA FM 99,5 - Todos Direitos Reservados. IMPERATRIZ-MA

((designer by AEHER))