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Reajuste de 4,17%: Professores alertam para uma greve

A proposta de reajuste da prefeitura de 4,17% para professores foi aprovada na Câmara, com a justificativa de que, esse aumento, segue o reajuste do piso salarial nacional. A assessoria de Imprensa da casa divulgou a informação abaixo. Confira.

Fonte e foto: Sidney Rodrigues

Foi aprovado na sessão desta terça (14), na Câmara Municipal de Imperatriz, o reajuste salarial de 4,17% dos professores da rede municipal de ensino. A votação aconteceu graças à inversão de pauta feita pelo presidente José Carlos Soares. A matéria não estava na ordem do dia, mas a categoria e o sindicato já esperavam há quase um mês pelo posicionamento da prefeitura.

A matéria dependia de pareceres de três comissões: De Educação, de Orçamento e a de Constituição e Justiça (CCJ). A comissão de Educação deu parecer favorável ao executivo, baseada no reajuste nacional; a comissão de orçamento deu parecer contrário, por falta de informações que deveriam ter sido enviadas pela própria prefeitura e a CCJ considerou a matéria constitucional, declarando-se favorável. Zesiel Ribeiro (PSDB), membro de duas comissões declarou que “apesar de sempre votar com a categoria, o aumento iguala os salários com o piso nacional e é o que pode ser pago pela prefeitura. Salário bom é aquele que se recebe. Voto com a categoria, mas o aumento fica a critério do executivo, da justiça e da aceitação da categoria”.

Em sufrágio simples decidido pela maioria do plenário e cumprindo o regimento onde o presidente é impedido de votar (salvo em caso de empate), a votação contou com os 21 vereadores presentes. O plenário decidiu pela aprovação do projeto do executivo por 12 votos a favor e 08 contrários. Na proposta da prefeitura foram oferecidos 4,17% de reajuste mais R$ 10 reais de aumento no vale alimentação, que hoje é de R$ 260,00. Os professores pedem 7% que é o índice do piso mais as perdas salariais e a mesma porcentagem no vale.

Professores não questionam o aumento, mas a perda salarial. O sindicato reivindica que não houve mesa redonda com o executivo e alegam que a folha de pagamento aumentou em todas as secretarias em detrimento dos servidores efetivos. “Os números são claros, tem dinheiro para tudo, menos para a educação”, disse o vereador Aurélio Gomes (PT).

Para a categoria falta diálogo, pois se o executivo quisesse, poderia conversar e entrar em um acordo, ou mesmo explicar todos os pontos.

O projeto agora segue para a sanção do executivo, mas a categoria promete greve, pois não aceita o percentual dado pela prefeitura.

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